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domingo, 20 de dezembro de 2015

Theatro Municipal do Rio de Janeiro

(Fonte: Google)
O Theatro Municipal do Rio de Janeiro é a principal casa de espetáculos do Brasil e uma das mais importantes da América do Sul. Está situado na Cinelândia (Praça Marechal Floriano), no centro da cidade do Rio de Janeiro, Brasil.

Inaugurado em 14 de julho de 1909, durante a prefeitura de Pereira Passos, como parte do conjunto arquitetônico das Obras de Reurbanização da Cidade do Rio de Janeiro, exerce desde sua inauguração um importante papel para a cultura carioca e nacional.

O projeto arquitetônico surpreende pela riqueza de detalhes e mistura dos estilos clássico, barroco, art-noveau e Luis XV, com revestimentos luxuosos e magníficos vitrais alemães, que representam as musas protetoras das artes e iluminam a casa de espetáculos, com capacidade para 2.244 assentos.

Inicialmente, o Theatro foi apenas uma casa de espetáculos, que recebia principalmente companhias estrangeiras, na maioria trazidas da Itália e da França. A partir da década de 30, o Municipal passou a ter seus próprios corpos artísticos: orquestra, coro e balé.

Apesar do nome, o teatro não pertence ao município e sim a Fundação Theatro Municipal, porém está vinculado ao estado do Rio de Janeiro. 


A história do Theatro Municipal se mistura com a trajetória da cultura do país. A atividade teatral era, na segunda metade do século XIX, muito intensa no Rio de Janeiro. Mas a então capital do Brasil não tinha um teatro que correspondesse plenamente a essa atividade e estivesse à altura da principal cidade do país. Seus dois maiores, o São Pedro e o Lírico, eram criticados pelas suas instalações, seja pelo público, seja pelas companhias que neles atuavam. 

A ideia de um teatro nacional com uma companhia teatral estatal já existia desde meados do século XIX e foi defendida, entre outros, pelo grande ator e empresário João Caetano. Mas o projeto só começou a ganhar consistência no final daquele século, com o empenho do dramaturgo Arthur Azevedo (1855-1908). 

(Arthur Azevedo)

Em 1894, Arthur Azevedo lançou uma campanha para que um teatro fosse construído para ser sede de uma companhia municipal, a ser criada nos moldes da Comédie Française. Mas a campanha resultou apenas em uma Lei Municipal, que determinou a construção do Theatro Municipal. A lei, no entanto, não foi cumprida, apesar da existência de uma taxa para financiar a obra. A arrecadação desse novo imposto nunca foi utilizada para a construção do Theatro. 

A luta incansável de Azevedo foi travada nas páginas dos jornais e acabou por trazer resultados. O dramaturgo, entretanto, não viveu o suficiente para ver seu sonho concretizado, morrendo nove meses antes do Theatro ser inaugurado.

Somente em 1903 o engenheiro Pereira Passos, então prefeito do Distrito Federal entre os anos de 1902 e 1906, retomou a idéia e, a 15 de outubro de 1903, lançou um edital com um concurso para a apresentação de projetos para a construção do Theatro Municipal.

Encerrado o prazo do concurso, em março de 1904, foram recebidos sete projetos. Os dois primeiros colocados ficaram empatados: o "Áquila", pseudônimo do engenheiro Francisco de Oliveira Passos, e o "Isadora", pseudônimo do arquiteto francês Albert Guilbert, vice-presidente da Associação dos Arquitetos Franceses.

O resultado deste concurso foi motivo para uma longa polêmica na Câmara Municipal, acompanhada pelos principais jornais da época, em torno da verdadeira autoria do projeto "Áquila" - que se dizia feito pela seção de arquitetura da Prefeitura – e do suposto favoritismo de Oliveira Passos, pelo fato de ser filho do prefeito, entre outros argumentos.

Como decisão final resolveu-se pela fusão dos dois projetos pois, na verdade, os dois projetos ganhadores correspondiam a uma mesma tipologia. O desenho do prédio foi inspirado no da Ópera de Paris, construída por Charles Garnier.

Feitas as alterações no projeto, a 2 de janeiro de 1905, o prédio começou a ser erguido, com a colocação da primeira das 1.180 estacas de madeira de lei sobre as quais se assenta o edifício. Para decorar o edifício foram chamados os mais importantes pintores e escultores da época, como Eliseu Visconti, Rodolfo Amoedo e os irmãos Bernardelli. Também foram recrutados artesãos europeus para fazer vitrais e mosaicos.

Finalmente, quatro anos e meio mais tarde – um tempo recorde para a obra, que teve o revezamento de 280 operários em dois turnos de trabalho – no dia 14 de julho de 1909 foi inaugurado pelo presidente Nilo Peçanha o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que tinha capacidade para 1.739 espectadores. Serzedelo Correa era o prefeito da cidade.

(Fonte: Google)

Inicialmente, o Theatro foi apenas uma casa de espetáculos, que recebia principalmente companhias estrangeiras, na maioria trazidas da Itália e da França. A partir da década de 30, o Municipal passou a ter seus próprios corpos artísticos: orquestra, coro e ballet (para a história de cada um deles veja Diretoria Artística). Os três continuam em plena atividade e realizam várias produções próprias a cada ano. Hoje, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro é a única instituição cultural brasileira a manter simultaneamente um coro, uma orquestra sinfônica e uma companhia de ballet.

Em 1934, com a constatação de que o teatro estava pequeno para o tamanho da população da cidade, que tinha crescido muito, a capacidade da sala foi aumentada para 2.205 lugares. A obra, apesar de sua complexidade, foi realizada em três meses, novamente em tempo recorde para a época. Posteriormente, com algumas modificações, chegou-se ao número de 2.361 lugares.

Em 1975, a 19 de outubro, o Theatro foi fechado para obras de restauração e modernização de suas instalações e reaberto em 15 de março de 1978. No mesmo ano foi criada a Central Técnica de Produção, responsável por toda a execução dos espetáculos da casa.

Em 1996, iniciou-se a construção do edifício Anexo. O objetivo foi desafogar o teatro dos ensaios para os espetáculos, que, com a atividade intensa da programação durante todo o ano, ficou pequeno para eles e, também, para abrigar condignamente os corpos artísticos.Com a inauguração do prédio, o Coro, a Orquestra e o Ballet ganharam novas salas de ensaio e bastante espaço para suas práticas artísticas.

Em 2008, graças à parceria do Governo do Estado e do Governo Federal, através do Ministério da Cultura, com o patrocínio de quatro Grandes Patronos (Petrobras, BNDES, Eletrobras e Rede Globo de Televisão), dois Patronos Ouro (Vale e Embratel) e dois Apoiadores (Bradesco e Metrô Rio), tornou-se possível iniciar a obra de restauração e modernização para o centenário do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, contemplando o monumento com a restauração do telhado, da arquitetura externa e interna e da modernização das instalações prediais.

Esta foi a quarta grande reforma do Theatro Municipal desde a sua fundação, há um século. Desta vez, o Theatro passou não só por uma reforma em sua parte estrutural (hidráulica, elétrica, etc.) como também por uma grande modernização.

Durante a reforma, um técnico de eletricidade, que trocava a fiação, encontrou um enorme painel (3x16m) do italiano Eliseu Visconti, de valor incalculável. Pintada em 1909, a obra estava esquecida atrás de uma parede desde 1935, quando houve outra reforma.

As cúpulas do telhado do Theatro ganharam, pela primeira vez, em 100 anos, restauração com douramento de arte. O trabalho foi realizado pela empresa francesa Atelier M.Gohard, responsável pelos douramentos da tocha da Estátua da Liberdade, em Nova York, de áreas do Palácio de Versalhes, na França, e da Ópera de Paris, entre outros. Os detalhes do telhado foram descobertos através de uma fotografia do Museu da Imagem e do Som, que mostra a cúpula principal com grandes faixas laminadas de ouro.

A águia de 350 kg, 6 metros de envergadura e 2,8 metros de comprimento que enfeita o topo do Theatro Municipal foi totalmente restaurada. O principal símbolo do Municipal recebeu 8 mil folhas de ouro 23 quilates de douramento, ao longo de quatro meses de atividade.

(águia restaurada - Fonte: Google)

Os banheiros também passaram por grande reforma e ganharam mais espaço e instalações melhores. O banheiro do Balcão Nobre e do restaurante Assyrio foram restaurados, são os dois únicos originais. No lugar da antiga bonbonnière foi construído um banheiro feminino. A nova bonbonnière passou a ficar próxima à escadaria de acesso ao restaurante.

O piso do palco também foi reformado e as poltronas de couro sintético da plateia foram substituídas por forração de veludo, eliminando barulhos e permitindo mais conforto. A plateia ganhou 17 novas poltronas, por conta da transferência da cabine de som - pequena para a inclusão do novo equipamento de audiovisual - para o Balcão Nobre, onde foram eliminados 35 lugares.

A reforma foi realizada usando os melhores e mais duráveis materiais com o objetivo de postergar outra obra futura. A intervenção restauradora desenvolvida no prédio do Theatro Municipal do Rio de Janeiro teve o objetivo de preservar e salvaguardar a integridade física de um valioso patrimônio brasileiro com expressivo significado cultural, histórico, estético e artístico.

O Theatro Municipal reabriu em 27 de maio de 2010 totalmente reformado, após dezoito meses fechado. A obra de restauração e modernização (veja em restauro) foi a maior reforma da historia do teatro e custou R$ 64 milhões.


- Inaugurado em 1909 pelo prefeito Pereira Passos, o Theatro Municipal custou 2% do orçamento da União. Se fosse feito o mesmo gasto nos dias de hoje, a cifra seria astronômica: R$ 15,3 bilhões. 

- O desenho do prédio foi inspirado no da Ópera de Paris, construída por Charles Garnier.

- Dentro do Municipal, o dramaturgo Nelson Rodrigues foi do céu ao inferno. Ao estrear a peça "Vestido de Noiva", em 1943, foi ovacionado pela plateia. O mesmo não aconteceu 14 anos depois com "Perdoa-me por me Traíres" que foi espinafrada pelo público. E Nelson, que escolheu a peça para atuar pela primeira vez, nunca mais subiu ao palco.

- Em 1951, Maria Callas foi mal recebida durante uma récita da ópera "Tosca", de Giacomo Puccini. Callas acabou substituída pela arquirrival Renata Tebaldi. Furiosa, ela atirou um tinteiro contra a cabeça do então diretor do teatro, Barreto Pinto.

- Em 1991, o Theatro Municipal recebeu a visita da princesa Diana. O lugar em que ela ia se sentar, no balcão nobre, ficava bem embaixo de uma goteira e para evitar um vexame, os funcionários improvisaram dezenas de guarda-chuvas abertos entre o telhado e o forro da plateia.

- Em 2003, o diretor teatral Gerald Thomas abaixou as calças e mostrou as nádegas para o público por se irritar com a reação à sua montagem para o espetáculo "Tristão e Isolda", de Wagner.

- Foram feitas três obras de conservação no Theatro: nos anos 30, 70 e 80. Mas nenhuma foi tão abrangente quanto a de 2010. Em dois anos e meio de intervenção, foram investidos 70 milhões de reais. Na revitalização trabalharam 250 operários e 70 técnicos. Durante o processo de restauro, descobriu-se uma tela do pintor ítalo-brasileiro Eliseu Visconti (1866-1944) por trás de uma parede. Ela ficou escondida ali por oitenta anos.

- Símbolo de sua imponência, a águia de seis metros de envergadura e três de comprimento voltou a ser dourada. A peça, esculpida em cobre, foi coberta por nada menos que 8.000 folhas de ouro. O telhado também voltou a reluzir como há cem anos. Lá, foram gastas 80.000 folhas de ouro de 23 quilates importadas da Alemanha.

- Nem só de espetáculos clássicos é feita sua programação. Pelo palco já passaram do guru indiano Sri Sri Ravi Shankar (2008) a João Gilberto. O cantor de "Chega de saudade" não fazia shows há 14 anos e comemorou ali os 50 anos da Bossa Nova, em 2008. Mais recentemente, o Theatro Municipal recebeu o discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama (2011) e o roqueiro Erasmo Carlos celebrou lá seus 50 anos de carreira.


Os preços variam de acordo com o espetáculo e o local em que deseja assistir o espetáculo (galeria, balcão superior, balcão nobre, plateia, camarote, frisas, galeria lateral e balcão superior lateral). Para mais informações sobre os valores é importante acessar o link: http://www.theatromunicipal.rj.gov.br/


As visitas ao Theatro Municipal só podem ser guiadas (não existe visitação livre) e acontecem em dias variados. Segue a programação abaixo:

Terça à sexta: 11:30h, 12h, 14h,14:30h, 15h e 16h.
Sábados e Feriados: 11h, 12h, 12:30h (Visita InfantoJuvenil) e 13h.
Lotação: 50 pessoas.

Visitas Guiadas previamente agendadas por telefone ((21) 2332-9220 / 2332-9005) para instituições educacionais são de terça-feira a sexta-feira, às 11h (lotação máxima de 40 pessoas).

Visita com narração em inglês: 

Terça à sexta: 14h
Sábados e Feriados: 12h.


O Theatro Municipal do RJ fica situado na Praça Floriano, S/N - Centro. Existem algumas maneiras de se chegar até lá:


  • Metro - deve-se pegar o metro até a estação da Cinelândia e caminhar pela pra Praça Floriano até o Theatro.



  • De ônibus - A Cinelândia é uma área muito importante da cidade e por isso recebe ônibus vindos de todas as partes da cidade. Em seu bairro, pegue qualquer ônibus que passe nesta região.



  • De carro - O teatro fica quase no final da avenida Rio Branco, à direita. Pode-se seguir por essa mesma via e estacionar na região. Existem alguns estacionamentos privados que sai caro, mas é a melhor opção.



  • De táxi - O táxi é uma boa opção para quem vem da Zona Sul pois a distância é curta e, por isso, o preço se torna atrativo.




Este majestoso lugar não poderia ficar de fora da nossa lista né!? Resolvemos ir a uma apresentação de final de ano da Orquestra Filarmônica do Rio de Janeiro, uma apresentação acessível a todos pelo baixo preço e pela grande qualidade da orquestra.

Logo de cara nos deparamos ao longe com a entrada bem decorada do lugar.




Chegando perto e olhando de frente para o Theatro que percebíamos o tamanho e os detalhes muito bem feitos do monumento.




E a águia imponente no alto do Theatro dando o seu ar da graça.



Obviamente que eu deveria tirar uma foto com o lugar né!? Fica aqui o meu registro.



Olhando a esquerda do Theatro, notamos a estátua do maestro Carlos Gomes completando a fachada do lugar.

(estátua do maestro Carlos Gomes)

E não é que combinou com o monumento!?



E o que falar dos detalhes? Todos muito bem esculpidos.


Andando pelo teatro dava para ver esculturas diferentes representando cada gênero teatral.



Andando mais um pouco ao lado do teatro dava para ver cada detalhe escultural do lugar.



Hora de entrar no lugar, certo!? Antes de tudo enfrentamos uma grande fila para entrar no Theatro Municipal. Após pagarmos o preço simbólico de entrada, fomos tirar a nossa primeira foto.



Como já era de se esperar, o lugar é lindo pela riqueza de detalhes que possui.



Não pude deixar de reparar no teto também, que maravilha arquitetônica!



O conjunto da entrada nos enchia de expectativas para o espetáculo que estaria por vir.



 Entrando lá já dava para ter noção do majestoso lugar.



 E o que tinha para dizer neste momento é wooooowwwww!!!!



Não tardei e fui sentar logo perto do palco para não perder cada detalhe.



Espetáculo de casa cheia!



Todos em suas posições?



Com um show desses não tinha como ficar triste, o show estava sendo sensacional até que para a nossa surpresa, o BIS pediu a trilha sonora do Star Wars!!! Mas para ser completo tínhamos atores encenando, SENSACIONAL!



Mais um da força!!!



No final, os sinceros agradecimentos do maestro aos atores e ao público, mas quem agradeceu mesmo foram nós por presenciar isto.



Para finalizar, uma panorâmica pegando todo o espetáculo!



É isso pessoal, espero que tenham gostado como eu!

Um grande abraço e até a próxima aventura!

3 comentários:

  1. Ainda não fui neste lindo lugar! Mas irei em breveee.obrigada pelos detalhes mostrados. Tudo Lindooo!

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  2. Ainda não fui neste lindo lugar! Mas irei em breveee.obrigada pelos detalhes mostrados. Tudo Lindooo!

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  3. Mto lindo!! Parabéns pelo post! Já está na minha listinha para quando voltar ao Rio! rs

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