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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Pedra da Gávea




A Pedra da Gávea é um monólito de gnaisse cujo ponto culminante situa-se na Barra da Tijuca, estendendo-se pelos bairros do Joá, do Itanhangá e de São Conrado. Ela fica inserida dentro da Floresta da Tijuca, localizada no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil.  

Este pico é integrante do Parque Nacional da Tijuca (3.972 hectares) que é a quarta maior área verde urbana do Brasil, atrás apenas do Parque Estadual da Cantareira/SP (7.916,52 ha), da Reserva Floresta Adolpho Ducke/AM (10.000 ha) e do Parque Estadual da Pedra Branca/RJ (12.500 hectares).






A Floresta da Tijuca se caracteriza sendo uma vegetação secundária, uma vez que é fruto de um reflorestamento iniciado ainda na época do Segundo Reinado. O parque é dividido em 4 setores, sendo que o Pedra da Gávea fica localizado no Setor C.

(Floresta da Tijuca em Setores)

Setor A: Floresta da Tijuca
Setor B: Serra da Carioca
Setor C: Pedra da Gávea e Pedra Bonita
Setor D: Covanca e Pretos Fornos




A Pedra da Gávea foi a primeira montanha carioca a ser batizada com um nome em português, após ter sido avistada na expedição do capitão Gaspar de Lemos no primeiro dia de janeiro de 1502. 

Os marujos presentes na expedição reconheceram em sua silhueta o formato de um cesto de gávea de caravelas, que eram plataformas nos topos dos mastros, de onde os navegadores buscavam avistar ilhas ou continentes no horizonte. A curiosa formação rochosa acabou batizada com o nome de Pedra da Gávea pelos portugueses, dando origem ao termo usado para toda a região da Gávea Pequena e para o atual bairro da Gávea.

(cesto de gávea)



- Com topo de granito subindo 844 metros acima do nível do mar, este é o maior bloco de pedra a beira mar do planeta.

A Pedra da Gávea era conhecida pelos indígenas como Metaracanga (a cabeça enfeitada) em uma clara referência ao formato que a Pedra apresenta quando vista de frente em sua face oposta ao mar.

- Este pico foi usado como cenário de vários filmes brasileiros, entre eles Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa e Os Trapalhões na Terra dos Monstros.

- Existe a hipótese de que há uma inscrição esculpida no lado direito da cabeça do imperador que é supostamente fenícia, uma língua semítica conhecida por estudiosos modernos apenas através de inscrições. 


(suposta inscrição fenícia na Pedra da Gávea)


Segundo historiadores, a inscrição é transliterada como LAABHTEJ BAR RIZDAB NAISINEOF RUZT. Levando em conta que como em hebraico, uma língua intimamente relacionada, o fenício é escrito da direita para a esquerda, esta inscrição deve ser lida como TZUR FOENISIAN BADZIR RAB JETHBAAL, que é traduzido aproximadamente como "Aqui Badezir, rei de Tiro, filho mais velho de Jetbaal". 

(suposta tradução da inscrição fenícia)


O nome da frase é apontado como correspondente a um governante fenício chamado Badzir (ou Badezir), de cerca de 850 a.C., filho de Etbaal. A "face" da rocha teria sido esculpida à semelhança de Badzir. Abaixo o "rosto" da Pedra da Gávea e o busto do rei Badezir para comparação.





Entretanto, há uma série de controvérsias com esta suposta inscrição, como a travessia do Oceano Atlântico que era muito além das habilidades navais fenícias que sempre viajaram perto das margens. A brevidade da inscrição, bem como uma aparência um pouco desleixada, aponta para uma falsificação grosseira que tinha como objetivo explicar o monólito de acordo com as civilizações do Velho Mundo, ou, simplesmente, uma ação da natureza ao desgastar o rochedo.


- Outra formação rochosa interessante na Pedra da Gávea é um recorte retangular na rocha, com oito metros de largura por 16 metros de altura  e que tem em si algo semelhante a uma marquise. É conhecido como o Portal da Pedra da Gávea e há alguns que defendem ser um portal para outras dimensões,entrada para cidades subterrâneas e local de visita de discos voadores.


(Portal da Pedra da Gávea)




O clima é tropical atlântico e a média anual das temperaturas é de 23,8 °C. Por se tratar de uma cidade litorânea, o efeito da maritimidade é bastante perceptível, traduzindo-se em amplitudes térmicas relativamente baixas. A média anual das temperaturas médias máximas mensais é 27,3 ºC, e das médias mínimas mensais, 21 °C.

Os verões são marcados por dias quentes e úmidos, eventualmente suplantando a barreira dos 40 °C em pontos isolados, enquanto os invernos apresentam-se amenos e com regime de chuvas mais restrito, com mínimas raramente inferiores a 10 °C.




Todas as estações são boas para visitação à Pedra da Gávea, porém deve-se tomar cuidado com o calor e as tempestades no verão.




Roupas leves, água, protetor solar e comidas frescas como frutas.




A Pedra da Gávea é uma das trilhas mais procuradas dentro do Rio de Janeiro, por isso, não será muito complicado confirmar detalhes com as pessoas próximo da região. 

Se você for de Copacabana ou Ipanema, alguns ônibus te levam quase até o início da trilha. A melhor referência para se pegar o ônibus para o início da trilha é pegar um ônibus que vá em direção à Barra mas que vá pela Estrada de Joá até, pelo menos a Praça Desembargador Araújo Jorge. Esta estrada é "paralela" a autoestrada Lagoa-Barra e se inicia no finzinho de São Conrado, desembocando no bairro Barrinha.

Após descer na Praça, vá em direção a Avenida Fleming e siga até o fim dela, em direção a Praça Professor Velho da Silva. Esta avenida possui uma pista dupla com um rio passando no meio. Depois siga pela estrada Sorimã passando por um condomínio e ao final dela começará de fato a trilha.

(Avenida Fleming)







A trilha é considerada difícil no parque devido a um maior grau de dificuldade em seu percurso de aproximadamente 1.670 m de caminhada íngreme, pois existe um desnível de 500m. É um desnível maior do que o encontrado na trilha para o Pico da Bandeira (3º maior pico do Brasil), por exemplo.

A duração varia de 2 a 4 hs (somente ida) e é importante que se faça a trilha bem cedo para evitar que se desça a trilha quando estiver anoitecendo. Existe uma escalaminhada no final para se chegar ao topo e recomendo um guia experiente para subir caso não se tenha noção de escalada

(mapa da trilha)

Assim que se termina a estrada Sorimã, existe uma guarita bem no início da trilha e o guarda florestal precisa anotar seus dados. Isto é importante para caso você se perca na trilha e os bombeiros precisem te encontrar.


(entrada para a trilha da Pedra da Gávea)


Passado a guarita fomos subindo a trilha íngreme. Descansamos algumas vezes durante o caminho e aí pude perceber que ela realmente não é para iniciantes que não tenham um bom preparo físico.

(subida da trilha)

Depois de um certo tempo de caminhada chegamos a Pedra do Navio. Daqui já conseguimos vislumbrar uma parte da cidade e descansar um pouco. Com esta vista fica difícil não querer chegar até o topo.


(vista da Pedra do Navio)

Depois de um tempo para fotos fomos subindo trilha acima e nos deparamos com uma parte em que tínhamos que subir entre pedras e raízes, mas nada que tornasse a trilha difícil, apenas fazendo com um pouco de cuidado se passa tranquilamente por esta parte.




Logo começamos a perceber que a vegetação mais densa começava a dar lugar a alguns arbustos e grama. Assim ficamos expostos ao sol e o calor ficou mais intenso até chegarmos a um mirante em que se via a Pedra Bonita.

(mirante)

Olha ela bem bonita...

(vista da Pedra Bonita)

Andamos um pouco mais acima e visualizamos a cabeça do Imperador, ou seja, faltava pouco!!!

(cabeça do Imperador)


Assim que subimos, chegamos finalmente a um ponto em que muita gente desiste e que é de certa forma perigoso, a famosa CARRASQUEIRA!!!

(carrasqueira)


Este ponto é o que necessita de mais cuidado durante toda a trilha porque o número de acidentes é alto assim como o número de resgates por helicóptero dos bombeiros. São 30 metros em que é preciso escalaminhar a rocha com cuidado, principalmente para aqueles que não possuem noção de escalada. 

Infelizmente existem casos de mortes neste ponto, geralmente por pessoas despreparadas resolvem subir a montanha achando que tal atividade é trivial. 

Aproveitamos que existia uma fila para subir e descansamos um pouco embaixo de uma das pouquíssimas árvores que ainda existem neste ponto. Não deixamos de apreciar a linda vista voltada para a Zona Oeste da cidade. 

(vista da Zona Oeste)

Assim que recuperamos o fôlego, tomamos coragem em desafiar a carrasqueira, porém um de nossos aventureiros se recusou a subir. Depois de uma longa negociação, uma pessoa que estava perto de nós finalmente conseguiu encorajar nosso amigo a subir oferecendo ajuda, pois ele já havia subido mais de 400 vezes este pico e seu nome era Carlos Gomar. Ele também possui um blog que fala sobre algumas peculiaridades da Pedra da Gávea neste link: http://carlosgomar.blogspot.com.br/

Ele foi realmente de grande ajuda para nosso amigo e devemos muitíssimo a ele por nos encorajar a subir.


(ajuda na subida do nosso amigo aventureiro)

No fim, todos nós nos ajudamos a subir este ponto.

(subida da carrasqueira)

Assim que finalmente subimos a carrasqueira deu uma sensação de alívio, pois tínhamos atravessado a parte mais difícil da trilha. Minhas impressões sobre este ponto é que dá um certo medo mas não é difícil de fazer, necessita-se cuidado constante de onde está se colocando cada mão e pé para estar firme (não é necessário experiência em escalada)

Encorajo todos que tenham um certo medo de altura a tentar sempre respeitando seus limites e fazendo com concentração, cuidado e calma. Lembre-se de que não é uma subida para se fazer de qualquer jeito e se estiver inseguro, não a faça.

Depois tivemos mais alguns minutos de trilha subindo algumas pedras para finalmente chegar ao topo.

(parte final da trilha após a carrasqueira)


O topo possui predominantemente um capim de fácil combustão, parecendo um pequeno jardim. Na vertente voltada para o nascer do sol, a pequena floresta foi sendo destruída por sucessivos incêndios causados por raios, balões e o descuido humano.


(topo da Pedra da Gávea)

No topo se tem umas das vistas mais espetaculares da cidade do Rio de Janeiro, tanto na face voltada para a Zona Sul e Niterói, quanto na face voltada para a Zona Oeste.


(vista da Zona Sul e Niterói)

Com uma vista dessa é prazeroso demais descansar. #Lifeaholic




Parada serve também para foto do grupo.




Do outro lado da pedra existe outra em que tive que subir!!





Mais adiante temos a vista da Zona Oeste. Sensacional!!!


(vista da Zona Oeste)

Não podemos esquecer de apreciar a vista para a exuberante Floresta da Tijuca.



Voltamos então para descer a carrasqueira e estarmos apreciando esta vista, com certeza foi bem mais prazeroso descer do que subir.



Com isso chego ao fim da postagem. Espero que tenham gostado!


Até a próxima aventura!

12 comentários:

  1. Acabo de ver teu blog , simples alegre e de boa mensagem. Fico feliz de que eu possa ter sido útil ajudando a subida de vocês, não me lembro exatamente quando foi . Ultimamente não tenho ido, já fazem 6 meses ,em virtude de que já ando meio cansado de repetir a subida, além do calor que tem feito. Em breve, refrescando, volto a subir para adicionar mais observações às que tenho feito ate agora. Infelizmente as pesquisas que poderiam ser feitas no local, possivelmente nunca serão feitas, porque quem deveria faze-las não tem interesse em fazê-las partindo do principio de que teoricamente não admite tais evidencias. Um abraço

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    1. Na verdade eu fui a muito tempo lá, creio que em 2009, porém só agora que criei o blog e queria passar minhas experiências além de histórias do local. Já subi outras vezes e teve mais uma vez que te reconheci, porém não me apresentei por achar que você não iria lembrar. Também cheguei a ver o nascer do sol na Pedra da Gávea e depois pretendo postar aqui esta experiência.

      Grande abraço!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Bom dia Julio!
    Sabe me informar como faria para fazer a trilha de madrugada e ver o nascer do sol?
    Vendo os horários da guarita de controle que abre as 8h.
    Agradeço desde já e parabéns pelo seu blog!

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    1. Olha, eu já fiz esta trilha à noite e aconselho fazer no período de lua cheia. Quando fui lá não havia ninguém na guarita, mas dava para entrar sem problemas. Não esqueça de levar uma lanterna de cabeça para subir a carrasqueira.
      Quando tiver oportunidade eu posto a trilha da Pedra da Gávea no blog.
      Abraços!

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  4. Gostei das dicas! Valeu!
    Fui uma vez na trilha da Pedra da Gávea, mas "arreguei" na hora de subir a Carrasqueira. Estou planejando ir novamente e espero não tremer na base, dessa vez! :)

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    1. Wallyson, o que indico é você ir então com segurança. Vá com alguém que te dê suporte e te ajude na hora de subir.
      Subindo lá você vai ver que o esforço compensa.
      Grande abraço!

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Sabe qual ônibus pega ,indo pela central???

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  7. Sabe qual ônibus pega ,indo pela central???

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