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terça-feira, 31 de março de 2015

Lençóis Maranhenses

(Fonte: Google)


Os Lençóis Maranhenses ficam inseridos dentro do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses que é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza localizada na região nordeste do Estado do Maranhão, às margens do Rio das Preguiças. Possui área de 155.000 hectares e perímetro de 270 km, nos quais cabem cerca de 70 km de praias desertas e paisagem deslumbrante que  abrange os municípios de Barreirinhas, Santo Amaro e Primeira Cruz. 



(localização dos Lençóis Maranhenses)


O parque está inserido no bioma Cerrado e é composto de áreas de restinga, campos de dunas livres e costa oceânica, porém apresenta grande influência da Caatinga e da Amazônia com espécies encontradas nestes três biomas. O Parque abriga ecossistemas diversos e frágeis, como restingas, manguezais e um campo de dunas que ocupa dois terços da unidade de conservação.

(limites do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses)

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses engloba o maior campo de dunas da América do Sul, abrigando em seu interior aproximadamente 90.000 hectares de dunas livres que chegam a até 20 metros de altura e lagoas interdunares de água doce que são remodelados pelos ventos que sopram fortemente a região, atingindo até 70 km/h.

O principal tipo de duna que se forma nos Lençóis é chamado de barcana. Ela se parece com uma meia-lua e a parte convexa, a “barriga”, fica voltada para a direção do vento. A areia se acumula no topo da duna e depois, por desmoronamento, escorrega para trás. Esse processo, que já espalhou areia por 270 km de extensão ao longo da costa e 50 km para o interior, começou cerca de 11.000 anos atrás e parece não vai parar tão cedo, pois os rios devem continuam carregando sedimentos e alimentam a formação das dunas.

(processo de formação de dunas)

As lagoas são formadas pelas águas das chuvas que acontecem principalmente no primeiro semestre de cada ano, onde parte delas não são absorvidos pelas areias e formam as piscinas naturais que são a grande atração do local. Suas águas variam entre os tons de verde e azul e formam verdadeiros oásis tropicais, algumas lagoas chegando até a ter peixes.




A verdadeira história dos Lençóis Maranhenses ainda não está plenamente clara, mas há muito tempo a região do Parque abriga várias famílias de pescadores, que, em boa parte, se transformam em nômades durante algumas épocas do ano, devido principalmente à disponibilidade da pesca.

A proposição para criação do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses foi baseada em uma proposta apresentada pelo projeto RADAMBRASIL, para preencher lacunas existentes no então Sistema de Unidades de Conservação, bem como atendendo as reivindicações da comunidade científica e instituições que atuam na área ambiental do Estado do Maranhão. 

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses foi então criado em terras devolutas pertencentes à União através do Decreto Nº 86.060, emitido em 2 de junho de 1981 pela Presidência da República para a preservação deste ecossistema natural de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, recreação em contato com a natureza e turismo ecológico.

(Fonte: Google)

Hoje o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é um dos pontos turísticos mais cobiçados do Brasil devido a ampla divulgação na mídia nacional e internacional de suas belezas únicas. A possibilidade de andar pelas dunas e banhar-se nas lagoas são as principais motivações da vinda de turistas ao parque.




- A denominação da Unidade de Conservação de Lençóis Maranhenses originou-se pela característica fisiográfica do Parque, que por apresentar uma área de relevo plano, constituído por areias quartzosas marinhas e cordões de imensas dunas de coloração branca, assemelham-se a “lençóis jogados sobre a cama”.

- Com uma área de 1.500 km², os Lençóis Maranhenses são o maior campo de dunas da América do Sul e possuem quase o mesmo tamanho da cidade de São Paulo.


(Lençóis Maranhenses visto de cima)


- Se pensa erroneamente que as areias que formam os Lençóis é produzida pelo mar. Porém, em nenhum canto do planeta o mar é capaz de produzir areia e sim consumir. Nos Lençóis, quem produz os grãos são os rios, pois eles escavam o leito por onde vão passando e carregam minúsculos fragmentos de rocha rumo ao litoral. As correntes marítimas no Brasil se movimentam de sul para norte e vão espalhando os grãos pela costa. As marés, por sua vez, duas altas e duas baixas no mesmo dia, lançam sobre a praia uma areia composta por grãos muito finos. Com o sol, ela seca e os ventos fortes, especialmente em outubro e novembro, levam-na de volta ao continente. O ar razoavelmente seco facilita o transporte. Assim que encontram um obstáculo, que pode ser um pequeno arbusto, uma pedra ou mesmo outra duna, os grãos se depositam na superfície. Os principais rios fornecedores de sedimentos são o rio Preguiça e o Parnaíba. 

- O movimento e formação das dunas nunca pára e por isso areia já soterrou vilas e até um aeroporto, em 1979, na cidade de Tutóia. Há relatos indicando que a área está se expandindo. No início da década de 70, os Lençóis se estendiam apenas 20 km continente adentro e hoje, alcançam 50 km.

- Costuma-se dizer erroneamente que os Lençóis são o "deserto brasileiro", porém o índice pluviométrico chega a 1.600 mm por ano, ou cinco vezes mais do que a chuva média em regiões desérticas, resultando em cerca de 5.000 piscinas naturais em todo o parque 

- Durante o período das chuvas, as lagoas se enchem de peixes, contrastando com o período seco, onde muitas lagoas secam e não há peixes. Isto se deve aos ovos resistentes a falta d'água que ficam enterrados na lama durante a seca. No período chuvoso os ovos eclodem e os peixes da região retiram alimento das fezes de animais domésticos deixados na areia durante a seca. Algumas lagoas crescem tanto que se ligam a braços de rios ou lagoas já formadas, proporcionando o vai-e-vem aquático e a multiplicação dos peixes.

- O filme "Casa de Areia" foi gravado dentro do parque.




O clima é tropical com temperatura média de 28° C e um regime pluviométrico que caracteriza a estação chuvosa e a seca.

Apesar da aparência desértica da área do parque, o clima da região tem duas estações bem definidas: uma chuvosa, que vai de janeiro a julho, e outra seca, de agosto a dezembro. As chuvas contribuem para o controle da umidade da região e formação de lagos.

Índice pluviométrico da região(em milímetros)
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
244,2373428475,9316,5173,3131,129,423,37,610,577,4

O relevo é suavemente ondulado de cotas inferiores a 100 metros, onde se encontram extensos campos de dunas.




Há muitas pousadas nos Lençóis, principalmente em Barreirinhas onde há bastante infra-estrutura.

Um bom site para pesquisar sobre hospedagem se encontra neste link:
http://www.parquelencois.com.br/lencois_maranhenses_hoteis_e_pousadas.php




O melhor período para visitar o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é logo após o período de chuvas, pois é onde você dificilmente encontrará imprevistos meteorológicos e as lagoas estarão bem cheias e bonitas. Acredito que de julho a setembro seja a época mais propícia porque de outubro em diante as lagoas tendem a secar e se assemelhar a um deserto de verdade.

Caso haja dúvidas em viajar para lá sem saber como vai estar o estado das lagoas. Existe um site que mostra o volume atualizado de cada lagoa do parque: 

A unidade fica aberta a visitação o ano inteiro, de segunda a segunda, das 08 h às 18 h e não há cobrança de ingresso. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (98) 3349-1267, ou e-mail: pnlm@icmbio.gov.br




Trajes de banho é essencial para poder aproveitar as lagoas da região. Não esqueça de levar também o protetor solar e óculos escuros, pois não existe sombra e a areia branca reflete a luz solar. Além disso é bom levar, roupas leves, protetor solar, repelente, água e comidas frescas como frutas.






Existem diversas maneiras para se chegar nos Lençóis:

- Via terrestre para Barreirinhas:
  1. Ônibus: Ônibus partem diariamente do Terminal Rodoviário de São Luís em direção a Barreirinhas. A duração do percurso dura em torno de 4 horas pela Viação Cisne Branco ( www.cisnebrancoturismo.com.br).
  2. Carro ou van fretada: Saindo de São Luís, capital do Maranhão, percorre-se durante 4 horas em uma estrada nova, a Translitorânea MA-402 até a chegada em Barreirinhas.

- Via terrestre para Santo Amaro:
  1. Carro ou van fretada: Saindo de São Luís é necessário percorrer a rodovia MA-402 até o povoado Sangue e de lá percorrer 36 km de trilhas de areia (R$ 15, 2:20 h de viagem), acessíveis apenas a veículos com tração 4x4 equipados com snorkell ou jardineiras. 

- Via fluvial para Atins:
  1. lancha: Adentra-se através Rio Preguiças, a partir de Barreirinhas, onde se pode chegar até Atins, no qual existe uma sede administrativa.

- Via aérea para Barreirinhas:
  1. Avião bi ou monomotor: É possível o aluguel de um monomotor (até 4 pessoas) no Aeroclube de São Luís, com duração do percurso de 50 minutos, ou em vôo fretado. A vantagem desse meio de transporte é poder apreciar as belíssimas paisagens aéreas dos Lençóis.

(mapa com os atrativos dos Lençóis Maranhenses)







Visitar o Estado do Maranhão e não visitar os Lençóis Maranhenses é o mesmo que visitar a cidade do Rio de Janeiro e não ir ao Corcovado, ao Pão de Açúcar. Pela sua beleza única que não é encontrada em nenhuma outra região do nosso país, creio que todo brasileiro deveria um dia na vida conhecer este lugar.

Devido a uma promoção de viagem, fomos em abril, uma época não muito favorável a visitar os Lençóis Maranhenses porque é época de chuva, aliás, é a época que mais chove segundo a meteorologia, mas não queríamos perder a promoção da passagem e compramos mesmo assim.

Partimos do Rio de Janeiro em direção à São Luís pela noite e chegamos no aeroporto pela madrugada. Do aeroporto de São Luís pegamos uma van que transportava até o caminho de Santo Amaro. O contato da van é Denílson e o telefone é (98) 8808-9190. Foi cobrado 50 reais para o translado.

Partimos por cerca de 4 horas até chegarmos em Sangue. Assim que desembarcamos tinha uma jardineira esperando. Arrumamos novamente a mala e subimos nela. Confesso que é um pouco desconfortável para uma viagem que demoraria cerca de 2 horas (36 km em estrada de terra e areia). 

No meio do caminho vimos que está se iniciando obras para que este trecho seja asfaltado, o que considero bom para a população porque chegará em casa mais cedo e ruim para o local porque vai permitir que muitas pessoas possam visitar o local, podendo degradar o lugar. Após cerca de 1 h a jardineira parou para que todos pudessem ir ao banheiro, um banheiro no meio da estrada.

(banheiro no meio da estrada de areia)
No caminho conversamos com uma moradora de Santo Amaro e percebi que existe uma certa rivalidade entre Santo Amaro e Barreirinhas. Ela me disse que Santo Amaro ficam as melhores lagoas e que muitas empresas de Barreirinhas retiram fotos das lagoas de Santo Amaro e divulgam como se fossem de Barreirinhas. Além disso, notei que há uma certa paixão pelos moradores da região pelo lugar. Ela me disse que não troca Santo Amaro por nenhum lugar neste mundo, o que só aumentou minha expectativa para conhecer os Lençóis Maranhenses.

Já chegando em Santo Amaro, vimos umas casas simples feitas de tijolos e cimento. Esta cidade tem sua população estimada em 2004 de 9.688 habitantes. Apesar do quase anonimato da cidade, a maioria do território dos Lençóis faz parte do município de Santo Amaro que detém mais da metade do território incluindo inclusive as lagoas maiores. Justamente por não ser tão desenvolvido, o local é bastante preservado ainda.

Após cerca de 30 minutos andando pela cidade e deixando os moradores em suas casas, finalmente encontramos a Pousada Cajueiro, a nossa hospedagem.


(Pousada Cajueiro)

Assim que chegamos lá aproveitamos para tomar um café da manhã e deixar as malas nos quartos. A acomodação é simples, porém é tudo bem arrumado e limpo. Eu acredito que é um ótimo local para se hospedar, até porque a pousada oferece os passeios e acredito que seja mais fácil de arrumar gente que possa fazer o passeio junto, até porque o preço do passeio é único e não por pessoa. Segue o site para quem quiser conhecer melhor a pousada: http://pousadacajueiro.com.br/

Assim que retornamos do café já tinha um guia e um casal para fazer um passeio pelo parque. A vontade era grande de deitar na cama da pousada e dormir, mas juntamos força e fomos com eles, afinal o tempo era precioso para aproveitar cada canto.

Vamos então a nossa primeiro passeio, a Queimada dos Britos!!! 

A região de Queimada dos Britos fica localizado dentro do parque e têm cerca de 6 km de extensão por 3 km de largura. O povoado leva este nome devido aos moradores da região terem o sobrenome Brito, pois quase todos descendem do primeiro morador do local, o já falecido Manuel Brito.

Seguimos com o tempo não muito favorável, porém não podíamos perder tempo. O carro seguiu por paisagens magníficas onde se misturavam as lagoas e a vegetação, algo que eu nem pensava que existia.



Um pouco antes de chegar, nos deparamos com uma lagoa em que se dava para apreciar um pouco da paisagem da região.



Pausa para a primeira foto!!



Aproveitamos e tiramos fotos com um casal que foi com o nosso grupo fazer o passeio e que o guia intitulou de casal Rock n' roll. 




Depois de fazer um rápido lanche, fomos em direção a um local que tinha iniciado na década de 80 a exploração de petróleo e gás. A exploração de petróleo e gás mineral iniciou-se ainda na década de 1950, no sul do Maranhão, com algumas ocorrências esparsas, isoladas e não produtivas nos municípios de Balsas e São Raimundo das Mangabeiras. Contudo, desde a década de 1980, houve uma série de pesquisas desses dois tipos de combustíveis nas bacias sedimentares de São Luís e de Barreirinhas (MPX).

(antigo local de extração de petróleo e gás)

 Temos que agradecer a criação do parque que permitiu esta atividade ser suspensa, sobrando apenas algumas pedras e o duto danificado da extração. Realmente não cabe este tipo de atividade em um lugar tão bonito.



Continuamos a andar pelos Lençóis e me surpreendeu em como o guia não se perdia nesta imensidão de areia. Ao perguntar ele me respondeu que  já faz este trajeto a muitos anos e mesmo que não tenha turistas para conhecer o local, ele sempre anda por lá para reconhecimento da área, visto que as dunas e lagoas vivem mudando de tamanho e formato.



O tempo parecia que não ia nos ajudar muito desta vez, mas nem por isso o local deixava de ser bonito.




Paramos finalmente para tomar um banho na lagoa. Para minhas surpresa a água estava bem morna, ótima para se banhar.



Areia branca, tempo escuro, lagoa clara. Uma bela combinação.



Um ponto na imensidão do lago.



Achávamos que o tempo só iria piorar quando vimos uma luz no fim do túnel, uma boa notícia!!! 



Voltamos a andar pelo lugar. Estávamos quase chegando na Queimada dos Britos e a paisagem estava mudando com uma vegetação mais aparente entre os lagos e alguns cabritos no lugar.



Tivemos uma pequena parada para apreciar o local. O contraste entre a vegetação e a areia  me fez perceber que existe uma fauna e flora bem aparente nos Lençóis.



Finalmente chegamos na Queimada dos Britos onde existia o povoado e paramos para almoçar. Uma comida caseira e um pouco temperada, mas muito boa. A comida era feita com as coisas que eles mesmos plantaram, sem agrotóxicos nem nada. Eu nunca experimentei um tomate tão gostoso na minha vida!! Simplesmente era um tomate com muito gosto e bem diferente dos comprados no Rio de Janeiro.



Ali do lado tinham algumas redes para o pessoal descansar do almoço, depois de almoçar e estar cansado da viagem era um convite imenso para dormir. Minha mãe esperta fez um registro deste momento ¬¬.



Depois de muito descanso, fomos a Lagoas das Andorinhas, uma lagoa de águas azuis e bem claras. O lugar era realmente muito bonito e o guia me disse que esta lagoa era uma das mais bonitas de todo o parque.



Lugar único!!! #lifeaholic



Enquanto o casal rock n' roll foi direto mergulhar, eu preferi subir a duna e ver a lagoa de cima. Ela era imensa e bem bonita de se ver. O guia informou que os peixes da lagoa ajudam a manter a lagoa sem plantas aquáticas, pois vão se alimentando das plantas que crescem e evitam que elas dominem a paisagem da região.



E eu não cansava de tirar fotos. =)



Assim terminou o meu primeiro dia. E que primeiro dia!! Muito lugar bonito para conhecer e aproveitar, paisagens bastante diferentes e ao mesmo tempo bonitos. Precisávamos recuperar ainda a noite de sono e fomos dormir cedo para recarregar as energias no segundo dia.

Assim que acordamos e fomos tomar o café da manhã percebemos que o tempo já estava melhor que ontem. Deu até para reparar melhor em como vista da pousada era bonita.



Mais um dia de passeio e logo o Sol resolveu aparecer. Passamos por mais um oásis logo no início, coisa de louco!!!



Mas o mais impressionante de todas as fotos tiradas por mim foi esta panorâmica que mostra o lado da vegetação e do lado areia e água. Lindo demais!!!



Estávamos chegando na Lagoa dos Muricis.



Assim que o carro estacionou, fizemos uma pequena trilha entre as lagoas da região e havia muitos peixes e plantas aquáticas. O guia me explicou que antes na região havia os peixes endêmicos deste tipo de habitat, porém foi inserida uma espécie de Tilápia na região e hoje em dia este espécie de peixe não se encontra mais nos lagos do parque, uma pena. Sabemos que as tilápias são peixes oriundos da África e são muito agressivos no ambiente, concorrendo por alimento e fazendo com que os peixes nativos sejam extintos do local.




O nome Lagoa dos Muricis são provenientes de uma pequena fruta chamada Murici. Ela é bastante comum aqui na região e seu gosto é um pouco amargo.

(Murici)

Chegamos a um ponto em que a areia era movediça!!! Cheguei a ficar com areia até quase o joelho e teve gente que quase ficou do meu tamanho. hahaha




Finalmente encontramos uma duna  alta para visualizar toda a região. Uma maravilha da natureza.



Hora de sentar e perder tempo apreciando este lugar.




Continuamos a trilha e muitas outras paisagens apareciam, difícil era eleger a mais bonita.



Tempo para fotos.



Demais!!




Passamos por um lago aqui, outro ali.



Paisagens e mais paisagens lindas.



Hora do almoço!! Pegamos a trilha para a região da Lagoa da Bethânia. 



No caminho, tivemos que atravessar um rio para chegar ao povoado.



Mais uma comidinha caseira, água de côco do próprio local e um cuscuz de dar água na boca!!! Só faltou a rede para cochilar.




Infelizmente a lagoa Bethânia não estava no volume de água considerado bom para visitação. Então tivemos que voltar para a Lagoa das Andorinhas e relaxar, que chato não!?



Tomamos banho e ficamos lá até o pôr do sol. Que coisa linda!!!



Ao fim de mais um dia, voltamos para casa e fomos jantar no rio perto da pousada. Ali existem umas casas feitas de madeira que funcionam como bares onde tem muito forró. Cada bar tinha sua própria música de forró que nunca ouvi na vida e o som de cada bar se misturava ao do outro. Esta poluição sonora entretanto não afetou de forma alguma os nativos que pareciam já estar acostumados a este tipo de sonoridade e dava gosto de ver eles dançando e se divertindo. Sentamos em um dos bares e tínhamos 3 opções de janta, pato, tilápia ou frango. Eu pedi pato e a carne era bastante temperada, mas gostosa. Os mosquitos incomodaram bastante e não estávamos com repelente em mãos, ou seja, fomos devorados!!





Mais um dia de passeio!! Desta vez iríamos visitar o litoral praiano do Maranhão e a Lagoa das Gaivotas. Seguimos por cerca de 30 minutos e paramos em uma lagoa.



Segundo o guia, esta lagoa era muito grande, se estendendo de ponta a ponta do campo de visão e era bastante profunda, uma das maiores da região. Pouco a pouco a areia foi se alojando e hoje a lagoa apesar de grande está em um tamanho muito inferior ao de antes. O guia explicou que de tempos em tempos as lagoas somem do local, mas se formam outras lagoas em outro lugar.



No caminho para a praia mais paisagens deslumbrantes...



Mais alguns minutos e.....finalmente chegamos a praia!!!



A praia dos Lençóis era muito parecida com algumas praias do nordeste, com águas mornas, mas a praia por incrível que pareça tinha uma quantidade considerável de lixo, visto que era um lugar pouquíssimo visitado. Segundo o guia, a praia recebia este lixo do mar, ou seja, alguma região próxima ao parque deve jogar muito lixo no mar. Este era um ponto negativo. A praia também era um pouco barrenta e bem calma, ótimo para relaxar.

Aproveitamos bastante tempo ali e fomos em direção a Lagoa das Gaivotas. No trajeto, alguns animais nos observavam curiosos.




Após cerca de 40 minutos passando entre os lagos e dunas, chegamos a Lagoa das Gaivotas.



Ela se difere da Lagoa das Andorinhas principalmente pela cor da água, já que esta tem uma coloração mais esverdeada, enquanto que a das Andorinhas possui uma cor mais azulada. Pausa para foto!!



Aí que começou a brincadeira, constatamos que esta água era doce de verdade bebendo um pouco e tiramos fotos embaixo d'água.



O momento era de relaxamento total, lagoa linda, vazia e limpa.



Subimos a duna para apreciar a lagoa de cima.



Pausa para a foto....




Ficamos praticamente até o final da tarde. Os guias por sinal não demonstraram qualquer irritação ou pressa para sair do local, muito pelo contrário, deitaram na areia e descansaram à sombra do carro. Não tínhamos hora para acabar o passeio e voltar, simplesmente ficamos aproveitando até enjoar, se é que dava para enjoar né!?



Ao longe dois cabritos andando em meio a paisagem, parecida uma cena de filme, mas não me pergunte qual filme...hehehehe



Final do passeio, final do dia, voltamos ao rio perto da pousada e ainda deu para apreciar este lindo pôr do sol. 




Resumo da viagem: o lugar é realmente mágico!!! Os lugares tem sua beleza particular e isso faz dos Lençóis um lugar imperdível!!!

Depois agradeci o guia e conversamos rapidamente até ele me dizer que não troca este lugar por nenhum outro no mundo. Com esta simplicidade e beleza eu confesso que também não trocaria. Agora sim eu entendo o motivo da paixão dos moradores pela região.


Com isso chego ao fim da postagem. Espero que tenham gostado!


Segue abaixo alguns outros atrativos dos Lençóis Maranhenses:

- Lagoa Azul
- Lagoa da Preguiça
- Lagoa da Esmeralda
- Lagoa Bonita
- Lagoa do Peixe
- Lagoa da Esperança
- Passeio de lancha pelo rio Preguiças
- Passeio de bóia pelo rio Formiga



Até a próxima aventura!


10 comentários:

  1. Julioooooo!! Q demaissssssssss! Simplesmente apaixonada... Q lugar maravilhoso!!! Ótima postagem!!

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    1. Que bom que gostou!! Viaje para lá qualquer dia porque vale muito a pena conhecer este lugar.

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  2. Oi Julio. Sempre estamos olhando os roteiros de alguns viajantes e temos parcerias com vários blogs inclusive o Parque Lençóis. Se possível, visite a nossa pagina em www.giconect.com.br e espero que retorne em breve.

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    1. Olá Gi Conect, dei uma olhada em seu site e ele está muito completo. Ainda não fui a Barreirinhas, mas quando for, certamente entrarei em contato com vocês.
      Grande abraço!

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  3. Qual foi o Nome da empresa de transporte que você usou???

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    1. não usei empresa de transporte e fui com o Denilson conforme está descrito no post.

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  4. Oi Júlio! Obrigada pelas ótimas dicas. Espero poder levar meu filho pros Lençóis em julho. Qual lugar q vc acha q dá pra curtir melhor um pouco de movimento do vilarejo, mas q ao mesmo tempo ñ fique tão longe das dunas e praias?

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    1. Que bom que gostou Christiane. =)
      Olha, pelo que você descreve, talvez seja melhor ficar em Barreirinhas, pois lá existe um maior movimento e acredito que dê para curtir melhor a noite de lá. Lá existem muitas pousadas para se hospedar e creio que não terá problemas em ver uma que seja do seu agrado.
      Bjss

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  5. Julio, blz? Sou jornalista e estou produzindo um documentário para tv sobre os lençois. Quando tu fostes para li, vistes alguma coisa que te chamou atenção no lugar e que nunca havia sido divulgado em reportagens (bichos, comidas exóticas, personagens com histórias de superação, partes do parque que nunca tenham sido mostradas) Abração.

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  6. Julio, blz? Sou jornalista e estou produzindo um documentário para tv sobre os lençois. Quando tu fostes para li, vistes alguma coisa que te chamou atenção no lugar e que nunca havia sido divulgado em reportagens (bichos, comidas exóticas, personagens com histórias de superação, partes do parque que nunca tenham sido mostradas) Abração.

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