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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Pico da Tijuca

(Fonte: Google)


O Pico da Tijuca fica inserido dentro da Floresta da Tijuca, localizada no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. É o ponto mais alto do Parque Nacional da Tijuca, elevando-se a 1.021 m acima do nível do mar e o segundo mais alto da cidade do Rio de Janeiro, depois do Pico da Pedra Branca (1.024 m). 

Este pico é integrante do Parque Nacional da Tijuca (3.972 hectares) que é a quarta maior área verde urbana do Brasil, atrás apenas do Parque Estadual da Cantareira/SP (7.916,52 ha), da Reserva Floresta Adolpho Ducke/AM (10.000 ha) e do Parque Estadual da Pedra Branca/RJ (12.500 hectares).

A Floresta da Tijuca se caracteriza sendo uma vegetação secundária, uma vez que é fruto de um reflorestamento iniciado ainda na época do Segundo Reinado. O parque é dividido em 4 setores, sendo que o Pico da Tijuca fica localizado no Setor A.


(Floresta da Tijuca em Setores)
Setor A: Floresta da Tijuca
Setor B: Serra da Carioca
Setor C: Pedra da Gávea e Pedra Bonita
Setor D: Covanca e Pretos Fornos




No início do século XIX, após longo período de devastação da floresta causado principalmente pela extração de madeiras e pelas fazendas de café e cana-de-açúcar, o Rio de Janeiro, então capital do Império, começou a sofrer com o abastecimento de água potável, pois sem a proteção da vegetação os mananciais começaram a secar. 

Dom Pedro II então ordenou o reflorestamento do local a partir de 1862, sendo esta missão confiada ao major da polícia militar Archer, que iniciou o trabalho com seis escravos plantando em torno de 100.000 mudas em treze anos, principalmente de espécies nativas da Mata Atlântica.

Archer gostava de botânica e tinha uma fazenda em Guaratiba, na zona oeste da cidade, onde mantinha mudas de espécies nativas que foram usadas no replantio da floresta. Foi um trabalho árduo e com muita oposição, pois quando começou, a Floresta da Tijuca era ocupada por uma centena de pequenas e médias chácaras, que serviam de veraneio para a elite econômica do Império ou abrigavam decadentes plantações de café.

(Major Archer)

Depois do trabalho de replantio, o Barão d' Escragnolle (substituto do major Archer) empreendeu um trabalho de paisagismo, transformando a floresta em um belo parque para uso público, com áreas de lazer, fontes e lagos. 

Ao longo do tempo, as administrações apresentaram políticas de manejo da flora diferentes, algumas com ênfase à flora nativa, outras, dirigindo maior importância ao aspecto paisagístico, a começar pela introdução de plantas exóticas.

Em 1961, o Maciço da Tijuca - Paineiras, Corcovado, Tijuca, Gávea Pequena, Trapicheiro, Andaraí, Três Rios e Covanca - foi transformado em Parque Nacional, recebendo o nome de Parque Nacional do Rio de Janeiro, com 33 km². Seis anos depois, em 8 de fevereiro de 1967, seu nome foi definitivamente alterado para Parque Nacional da Tijuca e, em 4 de julho de 2004.



OBS.: a trilha do Pico da Tijuca foi aberta pelo biólogo alemão Hermann Burmeister em 1853. Ávido por investigar a fauna e a flora tropical, o biólogo coletou dezenas de espécies de plantas e animais conforme ia desbravando a mata virgem para chegar até o topo. Três décadas depois, o Barão d’ Escragnolle, administrador da floresta, mandou sinalizar o caminho para que os eventuais montanhistas pudessem chegar ao topo.




- A versão mais aceita para a construção da famosa escadaria ao final da trilha do Pico da Tijuca, envolve a visita do Rei Alberto I da Bélgica ao Brasil em 1920 à convite do então Presidente Epitácio Pessoa. O que se sabe é que o presidente do Brasil mandou construir esta escadaria para que Alberto I pudesse subir até o topo e apreciar a paisagem da cidade. Porém as autoridades brasileiras não sabiam que o rei era montanhista e subiu até o topo sem utilizar as escadas, pois tinha achado uma afronta a construção da escada.


(Rei da Bélgica, Alberto I)

- "Tijuca" é um nome com origem na língua tupi e significa "água podre", de ty ("água") e îuk ("podre"). O nome, porém, se refere à região da Lagoa da Tijuca, que possui muito mangue e água parada e que se localiza no sopé da Floresta da Tijuca. A Floresta da Tijuca ficava no caminho para a Lagoa da Tijuca, razão pela qual acabou por adquirir o nome dessa lagoa.

- A Floresta da Tijuca é a menor unidade de conservação do País, com 3.972 hectares (3,5% do município), mas é o mais visitado do Brasil, com 2 milhões de pessoas - muito por causa do Cristo Redentor, que está dentro de seu território.




O clima é tropical atlântico e a média anual das temperaturas é de 23,8 °C. Por se tratar de uma cidade litorânea, o efeito da maritimidade é bastante perceptível, traduzindo-se em amplitudes térmicas relativamente baixas. A média anual das temperaturas médias máximas mensais é 27,3 ºC, e das médias mínimas mensais, 21 °C.

Os verões são marcados por dias quentes e úmidos, eventualmente suplantando a barreira dos 40 °C em pontos isolados, enquanto os invernos apresentam-se amenos e com regime de chuvas mais restrito, com mínimas raramente inferiores a 10 °C.




Todas as estações são boas para visitação ao Pico da Tijuca, porém deve-se tomar cuidado com o calor e as tempestades no verão.




Roupas leves, protetor solar, água e comidas frescas como frutas.




A entrada do Parque Nacional da Tijuca fica na Praça Afonso Viseu, Alto da Boa Vista – Tijuca. Existem algumas maneiras de se chegar até este local:
  • Metrô - É necessário usar o serviço de Integração Metrô-Ônibus. Pegue o metrô até a Estação Saens Peña, e de lá tomar o ônibus 345, 301 ou 302.
  • Ônibus - há duas principais opções:
  1. Saindo do Centro: Linha de ônibus 345 - Pegar o ônibus na Praça Mauá ou na Avenida Presidente Vargas e seguir em direção à Tijuca. O ônibus irá subir o Alto da Boa Vista. Descer na Praça Afonso Viseu;
  2. Saindo da Zona Sul: Tomar um ônibus até a Rodoviária Novo Rio e de lá pegar as linhas 301 ou 302. Descer na Praça Afonso Viseu.
Horário de Funcionamento da Floresta da Tijuca: Diariamente das 8:00h às 17:00h (18:00h no verão).

OBS.: no local existe amplo estacionamento.









A trilha começa na praça do Bom Retiro, que fica a 660 metros de altitude. O acesso é feito por uma trilha sinalizada e conservada de 5.5 km de extensão (ida e volta) em terreno acidentado e pouco íngreme, com grau de dificuldade médio. 


(mapa da trilha)

No caminho para a praça, vimos uma raiz de árvore que lembrava um elefante com a tromba, orelha e dois olhos, muito interessante!!!

(raiz do elefante)

Hora de chegar na praça. O lugar tem um amplo espaço para estacionamento.

(praça do Bom Retiro)

Assim que chegamos na praça do Bom Retiro, fomos recepcionado pelos quatis que estavam rondando a região. Seria sinal de boa sorte?

(quatis)


O início da trilha que leva ao Pico da Tijuca é igual ao de outras trilhas do parque que levam ao Morro do Archer, Bico do Papagaio e Morro da Cocanha.



(placa indicativa no início da trilha)


Após alguns minutos de caminhada leve existe uma bifurcação. Caso exista alguma dúvida existe outra placa que mostra claramente o caminho a tomar para cada lugar. Seguimos pela direita rumo ao pico.

(placa indicativa na bifurcação)


A partir daí a trilha possui muitos zigue-zagues porém sua inclinação é suave, o que permite que pessoas de qualquer idade consiga subir. Leva-se em torno de 1 h até o topo e a única bifurcação é entre Tijuca Mirim (917 m) e o Pico da Tijuca (1021 m). Assim que acaba a trilha, começamos a subir as escadas encravadas na pedra. 

(tomando coragem para subir as escadarias)


São 117 degraus de tamanhos variados até chegar no topo! Chega até a ser engraçado porque subimos um degrau pequeno e outro bem grande logo em seguida. É preciso certo cuidado pois alguns degraus são meio inclinados e o corrimão ao lado da trilha não é tão confiável assim. É a parte da trilha em que se deve ter mais cuidado.

(escadaria encravada na pedra)


A escadaria chega a ser um pouco cansativa para quem não está acostumado a subir escadas, mas o esforço vale a pena, pois ela leva a um dos locais com as paisagens mais privilegiadas da cidade. 

(placa do Pico da Tijuca)


Assim que chegamos, temos uma vista panorâmica da cidade, onde podemos avistar muitos atrativos da cidade, como os estádios do Maracanã e Engenhão, Pedra da Gávea, Cristo Redentor, etc.

(Pico da Tijuca)

Apreciar a cidade de cima não tem preço! #lifeaholic

(vista da Zona Norte da Cidade do Rio de Janeiro com destaque para o Engenhão)

Não podia faltar a foto do grupo!

(Pico da Tijuca)

Visualizamos o Setor C da Floresta da Tijuca com a Pedra da Gávea ao fundo.

(vista da Pedra da Gávea)

Não demora muito e logo achamos o Cristo Redentor ao lado do Morro do Sumaré. Também se avista ao longe um pouco de Niterói.

(vista do Morro do Sumaré e Cristo Redentor)

A volta da trilha talvez seja o mais gratificante ter esta linda vista para apreciar! Não é a toa que se chama CIDADE MARAVILHOSA!

(descida do Pico da Tijuca)

Com isso chego ao fim da postagem. Espero que tenham gostado!


Até a próxima aventura!

4 comentários:

  1. Respostas
    1. Com certeza faremos muitas mais na Cidade Maravilhosa!

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  2. Show vou la dia 8 de maio de 2016 tenho certeza de que vou adorar!

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    Respostas
    1. Com certeza Netol!!!

      Não esqueça de olhar a previsão do tempo antes e boa trilha!!

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