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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Fortaleza de Santa Cruz da Barra

(Fonte: Google)
A Fortaleza de Santa Cruz da Barra localiza-se no lado oriental da barra da baía de Guanabara, no bairro de Jurujuba, município de Niterói, Brasil.

Esta fortaleza constituiu a principal estrutura defensiva da barra da Baía de Guanabara e da cidade e porto do Rio de Janeiro durante o período da Colônia e do Império. 

Ela encontra-se guarnecida até aos dias de hoje, atraindo uma média de 3.500 visitantes por mês, em visitas guiadas e atualmente é a sede da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Exército.




Apesar de alguns autores informarem que a ocupação de seu sítio remonta a uma defesa improvisada por Nicolas Durand de Villegagnon à entrada da barra (1555) e ocupada por forças portuguesas no contexto da campanha de 1565-1567, esta narrativa se aplica à tentativa de instalação de uma bateria na Ilha da Laje, fortificada pelos portugueses muito mais tarde.

A ocupação pelos portugueses ocorreu a partir de 1584, quando foi erguida uma bateria, sob a invocação de Nossa Senhora da Guia, na segunda gestão de Salvador Correia de Sá, "o velho", enquanto governador da Capitania Real do Rio de Janeiro (1577-1599).

Em 1599, essa bateria repeliu uma esquadra sob o comando do almirante neerlandês Olivier van Noort, indevidamente reputado por alguns autores como corsário. De acordo com os diários de bordo, a esquadra, vítima de escorbuto, buscava "refrescos" (suprimentos frescos e água potável), o que foi negado pelas autoridades coloniais portuguesas, receosas de um ataque.

Em 1612, sob o reinado de Filipe III de Espanha, contando com vinte peças de artilharia de diversos calibres, passou a ser denominada como Fortaleza de Santa Cruz da Barra, tendo o seu regimento sido aprovado em 24 de janeiro de 1613 pelo governador da Capitania, Afonso de Albuquerque (1608-1614) (em outras fontes, D. Álvaro Silveira e Albuquerque), que teria determinado a escavação de cinco celas na rocha viva, com as dimensões de dois metros de altura por sessenta centímetros de largura.

No início do século XVII, após a invasão holandesa de Salvador (1624-1625), a defesa da barra do Rio de Janeiro foi reforçada no segundo governo da Capitania do Rio de Janeiro por Martim Correia de Sá (1623-1632), sendo descrita pelos engenheiros Quitam e Lescolles em 1649 como uma "construção de um só parapeito de pedra em o qual estão entalhando umas troneiras que vão reinando todo ao redor da praça". Até 1657, ela estava guarnecida por 1 condestável, 1 artilheiro e 19 soldados.

No final do século XVII, as defesas da fortaleza foram reforçadas pelo governador da Capitania, Sebastião de Castro Caldas (1695-1697). Naquele momento, em 1696, foi construído um hornaveque e uma bateria baixa com planta no formato de um "V", ampliando o seu poder de fogo, na qual estava artilhada com 38 peças. Assim reforçada, o fogo da sua artilharia, com o apoio do da fronteira Fortaleza de São João, repeliu a esquadra de cinco navios e mil homens do corsário francês Jean-François Duclerc (1671-1711), em 6 de agosto de 1710.

A fortaleza porém, não impediu a invasão de 18 navios com 740 peças de artilharia, dez morteiros e 5.764 homens do corsário francês René Duguay-Trouin, em setembro de 1711, foi por se encontrar desguarnecida por ordem do então governador, Francisco de Castro Morais (1710-1711). A ocupação pelos franceses durou até 13 de novembro de 1711.


René Duguay-Trouin.jpg
(René Duguay-Trouin - Fonte: Google)


Em 1738, a fortaleza encontrava-se artilhada com 64 peças, das quais 27 estavam obsoletas ou eram consideradas inúteis. 

Com a transferência da Capital, do Salvador para o Rio de Janeiro em 1763, uma de suas reformas mais importantes ocorreu no governo do vice-rei, D. António Álvares da Cunha, 1° conde da Cunha (1763-1767), que determinou a ampliação do seu poder de fogo, visando proteger o embarque do ouro e diamantes das Minas Gerais, então efetuado no porto do Rio de Janeiro para Lisboa.

É desta fase o Plano da Fortaleza de Santa Cruz, novamente reedificada, pelo Conde da Cunha, em o ano de 1765 (AHU, Lisboa). Segundo LAYTANO (1959), ao tempo do Vice-rei D. José Luís de Castro (1790-1801), este fez instalar vinte e nove peças de artilharia em uma nova bateria baixa (à flor d'água), no mesmo nível de uma outra, que existira anteriormente. De acordo com planta no Arquivo Histórico do Exército (AHEx, Rio de Janeiro), esse e outros pequenos acréscimos foram introduzidos em 1793.

Na época do Império, durante o Período regencial, o Decreto de 24 de dezembro de 1831, determinou a redução do seu armamento à metade, ficando apenas uma peça de artilharia em bateria e outra sob abóbada ou rancho de palha. Em 1838 encontrava-se artilhada com 112 peças, e guarnecida por 1.568 homens, sob o comando do Coronel João Eduardo Pereira Colaço Amado.

No contexto da Questão Christie (1862-1865), as suas defesas foram novamente reforçadas com a construção de casamatas à Haxo sobre a antiga bateria ao nível do mar, em três pavimentos, erguidas entre 1863 e 1870. 

No momento da eclosão da Revolta da Armada (1893-1894), a fortaleza trocou tiros com o Encouraçado Aquidabã (capitânea) e os Cruzadores Javari e Trajano, das 14 às 16h de 30 de setembro de 1893. Posteriormente, na madrugada de 1 de dezembro desse mesmo ano, as suas baterias abriram fogo contra o Encouraçado Aquidabã e o Cruzador auxiliar Esperança, enquanto o primeiro atraía o fogo da Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição de Villegagnon para proteger a saída do segundo pela barra. Assim, forçaram a saída da barra a 21 de fevereiro de 1894.

Em 1910, a fortaleza passou a ser guarnecida pelo 1º Grupo de Artilharia de Posição, sucedido pelo 1º Grupo de Artilharia de Costa (GACos) ao final da Primeira Guerra Mundial.

Em 1922, no contexto das revoltas do Tenentismo, a sua artilharia abriu fogo contra o Forte de Copacabana (5 de julho de 1922).

O último disparo de sua artilharia foi um tiro de advertência, por ordem dos militares legalistas sob o comando do marechal Teixeira Lott, contra o Cruzador Tamandaré, que forçou a barra na Novembrada (11 de novembro de 1955), transportando Carlos Luz e alguns ministros rumo a Santos.

De propriedade do Ministério da Defesa, sob a administração do Exército, a Fortaleza de Santa Cruz e todo o conjunto de edificações situadas após o portão contíguo ao canal (área construída de 7.153 m²), foram tombadas pelo Patrimônio Histórico Nacional desde 1939. 

A partir de 2002, a fortaleza vêm recebendo obras de restauração, com recursos oriundos do BNDES, através de convênio com a Fundação Cultural do Exército (FunCEx), compreendendo obras de construção de esgoto sanitário, recuperação de telhados (atacados por cupins), restauro do emboço e pintura externa, impermeabilização da laje do Pátio de Comando e do Salão de Pedras (antigo paiol).

Desde 2005 as suas instalações sediam o Quartel-general da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Exército, ligada à 1ª Divisão de Exército e ao Comando Militar do Leste.

Atualmente, o visitante encontra quarenta e duas antigas peças de artilharia, de diversos períodos, distribuídas pelas três baterias.


- A Fortaleza de Santa Cruz da Barra é o segundo ponto turístico mais visitado de Niterói, recebendo uma média de 3.500 visitantes por mês, dentre turistas e pesquisadores. 

- A Fortaleza apresenta uma planta poligonal irregular dentro de uma área de 7.153 m2, onde pode ser identificados três períodos de arquitetura militar:

  1. O primeiro, remontando ao século XVII, com trechos das primitivas muralhas, a chamada Cova da Onça, as cumuas (sanitários) e a Capela de Santa Bárbara;
  2. O segundo, caracterizado pela reconstrução no século XVIII, salientando-se trechos das muralhas, as guaritas, as celas dos calabouços, e a cisterna, inaugurada em 1738 no governo de Gomes Freire de Andrade (1733-1763);
  3. O terceiro, da segunda metade do século XIX, representado pelo chamado Salão de Pedras (paiol de munição, 1875), pelos pátios e galerias (Galeria 2 de Dezembro, Galeria 25 de Março) e pelas baterias (Bateria de Santa Teresa, ou Bateria do Imperador), em cantaria de granito, guarnecidas por canhões.



- Em parte da trilha que liga a Fortaleza ao Forte de São Luís, encontram-se ocultas pela vegetação as antigas baterias de canhões Krupp que batiam a costa atlântica na primeira metade do século XX.

- Neste forte serviram, Carlos Camisão (retratado por Alfredo d'Escragnolle Taunay em "A retirada da Laguna") e Floriano Peixoto, futuro presidente da República (1891-1894).

(Floriano Peixoto - Fonte: Google)

- Esta fortaleza foi utilizada como presídio em diversas ocasiões da História do Brasil, no século XIX. Nela estiveram detidas figuras ilustres como José Artigas, comandante na Guerra contra Artigas (1820), José Bonifácio de Andrade e Silva, Patriarca da Independência (1823), os líderes farroupilhas Onofre Pires e José de Almeida Corte Real (1836, que de lá se evadiram em 1837), Giuseppe Garibaldi, Bento Gonçalves (1837), o líder da Revolução Praieira, Pedro Ivo Veloso da Silveira, o primeiro presidente Uruguaio Fructuoso Rivera (1851), Euclides da Cunha (c. 1888), o Capitão Juarez Távora, Alcides Teixeira e Estillac Leal (que dela escaparam com o auxílio de uma corda, a 28 de fevereiro de 1930), o integralista Plínio Salgado (c. 1943), o comunista Luís Carlos Prestes e o general Lott (c. 1955), além de Juscelino Kubitschek e Darcy Ribeiro. Após o Golpe de 1964, aí foram detidos Francisco Julião (advogado das ligas camponesas), Miguel Arraes e João Pinheiro Neto.

- Muitas histórias estão presentes na Fortaleza de Santa Cruz da Barra. Uma delas se refere à imagem de Santa Bárbara, que teria chegado ao local por engano e nunca conseguiu ser levada ao seu destino original, o Forte de Santa Cruz, no Centro do Rio, pois toda vez que eles tentavam levar a imagem, o mar ficava revolto e eles não conseguiam cumprir a missão. Eles acreditaram então que a Santa Bárbara preferiu ficar no local onde foi construída a capela.

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(imagem de Santa Bárbara dentro da capela na Fortaleza de Santa Cruz da Barra - Fonte: Google)

- A Fortaleza de Santa Cruz da Barra é parte integrante do Complexo dos Fortes de Niterói, declarado Patrimônio Paisagístico da Humanidade pela UNESCO. Trata-se da mais antiga Fortaleza existente no Brasil, com aproximadamente 7.500 m2 de sítio histórico fundado em 1566.


O ingresso - R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). 

Alunos da rede pública não pagam, desde que a visita seja agendada pelo colégio.

Isentos – Crianças até 12 anos, Idosos a partir de 60 anos, Militares do Exército e seus familiares diretos; Pessoas com necessidades especiais; Estudantes e Professores da Rede Pública de Ensino (mediante Ofício da Diretora para a FSCB) e Antigos Combatentes da 2ª Guerra Mundial (Veteranos da FEB e do Batalhão de Paz).


O Forte está aberto visitas de terça-feira à domingo, de 10 h às 17 h, em grupos de visitantes partem a cada 30 minutos.

Cada passeio tem um tempo médio de 1h. 

O Forte está preparado para receber portadores de necessidades especiais (PNE), mediante execução de roteiros personalizados e acompanhamento de guias especialmente treinados.

Mais informações em:
Tel: 2710-2354 ramal 2025


A Fortaleza de Santa Cruz da Barra fica localizada na Estrada General Eurico Gaspar Dutra s/nº, Jurujuba, Niterói.

Existem algumas opções para se chegar lá:


  • Carro – siga em direção à Praia de São Francisco e permaneça nela atravessando toda a orla. Assim você chegará no bairro de Jurujuba. Siga pela Estrada General Eurico Gaspar Dutra e você encontrará as placas indicativas para o Forte.


  • Ônibus - Não existem muitas opções de ônibus para se chegar no Forte. A melhor opção é pegando a Linha 33 – Viação Miramar, que sai do Terminal Rodoviário de Niterói.





      Visitar a Fortaleza de Santa Cruz da Barra é visitar a nossa história devido aos longos anos de sua existência. Para tal pegamos um lindo dia de sol e fomos de carro para lá.

      O lugar não é difícil de chegar e não tardamos a chegar lá. Porém, antes de estacionar o carro, nós fomos apreciar esta bela vista.



      Quando chegamos lá, tivemos que esperar a hora do próximo passeio. Nada mal com uma vista dessas né!?



      Dentro da fortaleza, tivemos a primeira vista do mar.



      A primeira parada foi na Capela de Santa Bárbara, uma pequena capela com a imagem de Santa Bárbara que chegou até o forte por engano e nunca mais conseguiu sair de lá. Sorte a nossa.



      Mais uma pequena andada e chegamos no farol.



      O dia estava ajudando bastante o passeio e pudemos aproveitar a vista do Rio de Janeiro.



      Hora da famosa panorâmica...



      Depois desta linda vista, fomos verificar como era o forte embaixo.



      Ao chegarmos lá embaixo, vimos a estrutura que sustentava o forte em que as peças foram coladas com cal e óleo de baleia. 



      Também vimos os canhões em sua posição de ataque. Com um lugar bonito desses, tínhamos mesmo que proteger bem.



      Impressionante como cada ponto do do forte acaba sendo um ótimo ponto para tirar fotos.



      Faltava uma foto para dizer que eu estava presente. o/



      Assim que terminamos o passeio, tirei essa foto mostrando uma bela parte do Rio de Janeiro e outra da Fortaleza.



      Com um tempo bonito como este, o jeito era aproveitar o pôr do sol. Fomos então para a praia de São Francisco e ficamos admirando o lugar.



      E parece que não fomos os únicos a apreciar o pôr do sol.



      E estava ficando bonito.



      Um espetáculo de cores.



      Até o avião resolveu aparecer na foto.



      E o final infelizmente foi com nuvem, mas nem por isso deixou de ser bonito.



      E assim finalizo a postagem e espero que tenham gostado.

      Até a próxima aventura.

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