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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Museu da República (Palácio do Catete)


O Museu da República (Palácio do Catete) localiza-se no bairro do Catete, no município do Rio de Janeiro, Brasil. Foi a sede do poder executivo brasileiro de 1897 a 1960. 

Com a transferência da sede do poder executivo para a recém-inaugurada cidade de Brasília, a partir da década de 1970 o palácio passou a abrigar o Museu da República, função que continua exercendo até hoje.



O Palácio Nova Friburgo, atual Palácio do Catete, foi construído entre 1858 e 1867 pelo comerciante e cafeicultor luso-brasileiro Antônio Clemente Pinto, Barão de Nova Friburgo, na então capital do Império do Brasil. O local de construção era no então chamado “Caminho do Catete”, atual bairro do Catete, região que surgiu com o aterramento de uma área coberta por mangues. 

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(Barão de Nova Friburgo - Fonte: Google)

Iniciada a construção do Palácio, o Barão de Nova Friburgo adquiriu novas terras, incorporando a área ao fundo do terreno e a aléia central do parque, onde já então havia as palmeiras existentes até hoje. Segundo alguns historiadores, tanto o jardim do Palácio quanto o do Palácio São Clemente, em Nova Friburgo, também de propriedade do Barão, teriam sido feitos pelo paisagista francês Auguste Marie Françoise Glaziou.
Chafariz com escultura representando o Nascimento de Vênus.  Fundição Val D´Osne (França).

Com projeto do arquiteto alemão Carl Friedrich Gustav Waehneldt, datado de 1858, os trabalhos tiveram início com a demolição da antiga casa de número 150 da Rua do Catete. A construção terminou oficialmente em 1866, porém as obras de acabamento prosseguiram ainda por mais de uma década.


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(Palácio do Catete - Fonte: Google)


Esta construção consagrou-se como um monumento de grande importância histórica, arquitetônica e artística. Erguido no Rio de Janeiro, então Capital Imperial, tornou-se símbolo do poder econômico da elite cafeicultora escravocrata do Brasil oitocentista. Sua concepção em estilo eclético é resultado do trabalho de artistas estrangeiros de renome, como o arquiteto Gustav Waehneldt e os pintores Emil Bauch, Gastão Tassini e Mario Bragaldi. 

Após o falecimento do barão e da baronesa, o filho destes, Antônio Clemente Pinto Filho, o Conde de São Clemente, vendeu o imóvel em 1889, pouco antes da Proclamação da República do Brasil, para um grupo de investidores, que fundou a Companhia Grande Hotel Internacional. Este empreendimento, entretanto, não teve sucesso em transformar o palácio em um hotel de luxo. Devido à crise econômica da virada do século XIX para o XX (encilhamento), o empreendimento veio a falir, sendo os seus títulos adquiridos pelo conselheiro Francisco de Paula Mayrink, que, cinco anos mais tarde, quitou as dívidas junto ao então denominado Banco da República do Brasil.

Em 1897, o presidente da época, Prudente de Morais, adoeceu, assumindo assim o governo o vice-presidente, Manuel Vitorino. Este fez adquirir o Palácio pelo Governo Federal para sediar a Presidência da República, transferindo a sede do Poder Executivo do Brasil, antes situada no Palácio do Itamaraty. Oficialmente, o palácio foi sede do Governo Federal de 24 de fevereiro de 1897 até 1960 quando a capital e o Distrito Federal foram transferidos para Brasília.

Para receber os presidentes e seus familiares, ampla reforma foi executada sob a orientação do engenheiro Aarão Reis. Dela participaram importantes pintores brasileiros como Antônio Parreiras e Décio Villares e o paisagista Paul Villon, este responsável pela remodelação dos jardins. A instalação de luz elétrica no Palácio, desde então, acentuaria o brilho dos acontecimentos políticos e sociais que ali teriam lugar.

Vários eventos históricos aconteceram nas salas do palácio, tais como a morte do presidente Afonso Pena, em 1909; a assinatura da declaração de guerra contra a Alemanha em 1917, durante a Primeira Guerra Mundial; a visita e hospedagem do cardeal Eugenio Pacelli, futuro papa Pio XII, em 1934; a declaração de guerra contra o Eixo, na Segunda Guerra Mundial, em 1942; o suicídio do presidente Getúlio Vargas, em 1954, com um tiro no coração, em seu aposento no terceiro andar do palácio, entre outros.

O último presidente a presidir no Palácio foi Juscelino Kubitschek, que encerrou a era presidencial do edifício, com a transferência da Capital Federal para Brasília em 21 de abril de 1960.


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(Juscelino Kubitschek deixando o Palácio do Catete - Fonte: Google)

O Palácio do Catete, com base em Decreto Presidencial de 08 de março de 1960, passou então a ser organizado para abrigar o Museu da República, inaugurado a 15 de novembro do mesmo ano. Com a criação do Museu da República, o jardim foi aberto ao público.

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Em 1995, um novo projeto paisagístico foi elaborado para o parque, sendo realizada uma ampla reestruturação de toda a sua rede elétrica e de escoamento de água e implantado um sistema automático de irrigação.

No final dos anos 90, uma nova intervenção substituiu os muros do parque erguidos ao longo da Rua Silveira Martins e da Praia do Flamengo por grades idênticas aos que já existiam nas demais margens do Palácio, permitindo uma maior visibilidade do seu jardim.


- Na construção original do Palácio do Catete, o alto do edifício possuía águias fundidas em ferro. Posteriormente, esses ornamentos foram substituídos por estátuas de musas, representando o verão, o outono, a justiça e outros temas. A partir de 1910, as estátuas foram substituídas por novas águias (harpias), só que agora em bronze, obra do escultor Rodolfo Bernardelli. As antigas esculturas de ferro foram fundidas para a fabricação dos bancos do jardim. A edificação ficou, então, conhecida como "Palácio das Águias".

- No ano de 1938, durante o Estado Novo, o Palácio e seus jardins foram tombados pelo então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). 

- Sede do Poder Republicano por quase de 64 anos, 18 presidentes utilizaram suas instalações até Juscelino Kubitschek encerrar a era presidencial do edifício.

- Fundado em 1983, o Centro de Referência da República é uma biblioteca com cerca de 10.000 obras e publicações sobre Ciências Sociais e História do Brasil, incluindo obras raras, centenas de títulos de vídeos, títulos de CD-ROMs sobre arte, história, museus e variedades e 600 títulos de periódicos. 

- O acervo do Museu da República conta com obras de pintores importantes para a história do Brasil, como João Batista Castagneto (1862-1900) e Armando Viana (1897–1991). O Centro de Referência ainda abriga o acervo original da época em que o Palácio do Catete era sede da Presidência da República, o que inclui doações pessoais, como a Coleção Pereira Passos, a Coleção Igreja Positivista do Brasil, a Coleção Getúlio Vargas e a coleção Memória da Constituinte.

- O Museu da República teve vários nomes desde a sua construção, como Palacete do Largo do Valdetaro, Palácio de Nova Friburgo, Palácio das Águias e Palácio do Catete. 


Inteira - R$ 6,00 
Meia entrada - R$ 3,00 (Estudantes e menores de 21 anos)

Entrada franca às quartas-feiras e aos domingos.

Professores, maiores de 60 anos e crianças até 10 anos não pagam.


O Museu da República fica aberto a visitação de terça à sexta, de 10h às 17h, e nos sábados, domingos e feriados, de 11h às 18h.

OBS.: Os portões são fechados 30 minutos antes do encerramento das visitas

O Jardim situado bem ao lado do museu fica aberto diariamente, de 8h às 18h juntamente com o Portão da Praia do Flamengo. Sábados, domingos e feriados, o portão permanece fechado.

Durante o horário de verão o parque estará aberto até às 19h.



O Museu da República fica localizado na rua do Catete, 153, Catete. Existem algumas maneiras de se chegar lá:
  • Metrô: descer na estação Catete. O museu fica bem em frente a esta estação.
  • Ônibus: Existem várias linhas que passam pelo Museu da República:

- Zona Norte: linhas 119, 136, 154, 158, 172, 179, 409, 410, 422, 433, 434, 438, 497, 498, 572
- Zona Sul: linhas 107, 119, 136, 154, 170, 178, 180, 184, 401, 409, 410, 422, 433, 434, 438, 497, 498, 571
- Niterói: 740D – Charitas-Ipanema

  • Bicicleta: Há uma estação da Bike Rio na Rua do Catete, a poucos metros do palácio.
  • Carro: Não é aconselhável ir de carro pela dificuldade em estacionar na região.





    Visitar o Museu da República é mergulhar na história brasileira e conhecer um pouco de como era o lugar onde residiram vários presidentes de nosso país. 

    Assim que chegamos no prédio, vimos a fachada com suas águias imponentes em cima.



    Passando pela bilheteria vimos o primeiro grande quadro.



    Mais adiante a história contada em retratos.



    Uma em especial trata da mudança de JK para Brasília.



    Legal também ver a maquete do Museu da República e o jardim que foi arquitetado.



    Seria esta o sofá presidencial?



    Olha o busto do JK eternizado no museu.



    Olhem as moedas comemorativas, bonitas não?



    Neste livro eu gostaria de saber qual história foi contada e se existia algum bastidor da época. Este livro acabou me intrigando.



    Acredito que esta era a mesa de reuniões da época.



    Além de JK, existia um busto de Marechal Deodoro.



    Os quadros bem grandes davam uma beleza singular ao museu.



    Eu não sei explicar, mas eu achei este o quadro mais bonito do museu, vale a pena conferir.



    Terminando de andar sobre as salas de baixo, era hora de subir as escadas que JK tirou a foto histórica.



    Dava para ver que subindo a coisa estava ficando mais elaborada e bela.



    E cada sala vai ficando cada vez mais interessante.



    A se começar pela porta bem decorada.



    Cada sala mais elegante que a outra.



    Dava cada foto sensacional do lugar.



    Prestaram atenção nos detalhes da parede?



    Olhem como este sofá é mais bonito do que o das fotos no início do passeio. O nível está aumentando...



    A vista do lugar também era das mais bonitas.



    Olhem também cada detalhe do teto que foi muito bem trabalhado.



    Neste teto temos algumas datas importantes como 13 de maio (Abolição da Escravatura), 21 de abril (Dia de Tiradentes), 7 de setembro (Independência do Brasil) e 15 de novembro (Proclamação da República).



    Alguns pequenos artigos de mesa.



    E mais um teto de tirar o fôlego com os quadros pintados.



    Como vocês podem ver, a arte está em todos os lugares.



    E eu acho que gostaria de ter um banquete aqui.



    Reparem só nos pratos e talheres...



    E os quadros continuam dando o seu show particular.



    Mais um aqui...



    Subindo uma escada, finalmente chegamos no último quarto que eu apelidei do quarto Getúlio, pois foi o quarto onde Getúlia Vargas presidiu e faleceu.



    Não sei se era o tamanho original, mas tirei uma foto ao lado para ter noção do tamanho dele.



    Quarto do presidente tinha que ser mais chique né!? Tinha até um elevador particular.



    A simplicidade de Getúlio em um quadro.



    Tinha até o telefone que o presidente tinha usado na época.



    E a cama também.



    Por fim, o fatídico episódio que culminou na morte de Getúlio Vargas.



    E assim finalizamos o nosso passeio e espero que tenham gostado.

    Até a próxima aventura!!!

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