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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Bico do Papagaio

(Fonte: Google)


O Bico do Papagaio fica inserido dentro da Floresta da Tijuca, localizada no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. É o segundo ponto mais alto do Parque Nacional da Tijuca, elevando-se a 989 m (de acordo com o site ICMBio. De acordo com a placa na trilha são 987 m) acima do nível do mar, depois do Pico da Tijuca (1.021 m). 

Este pico é integrante do Parque Nacional da Tijuca (3.972 hectares) que é a quarta maior área verde urbana do Brasil, atrás apenas do Parque Estadual da Cantareira/SP (7.916,52 ha), da Reserva Floresta Adolpho Ducke/AM (10.000 ha) e do Parque Estadual da Pedra Branca/RJ (12.500 hectares).

A Floresta da Tijuca se caracteriza sendo uma vegetação secundária, uma vez que é fruto de um reflorestamento iniciado ainda na época do Segundo Reinado. O parque é dividido em 4 setores, sendo que o Bico do Papagaio fica localizado no Setor A.


(Floresta da Tijuca em Setores)

Setor A: Floresta da Tijuca
Setor B: Serra da Carioca
Setor C: Pedra da Gávea e Pedra Bonita
Setor D: Covanca e Pretos Fornos




No início do século XIX, após longo período de devastação da floresta causado principalmente pela extração de madeiras e pelas fazendas de café e cana-de-açúcar, o Rio de Janeiro, então capital do Império, começou a sofrer com o abastecimento de água potável, pois sem a proteção da vegetação os mananciais começaram a secar. 

Dom Pedro II então ordenou o reflorestamento do local a partir de 1862, sendo esta missão confiada ao major da polícia militar Archer, que iniciou o trabalho com seis escravos plantando em torno de 100.000 mudas em treze anos, principalmente de espécies nativas da Mata Atlântica.

Archer gostava de botânica e tinha uma fazenda em Guaratiba, na zona oeste da cidade, onde mantinha mudas de espécies nativas que foram usadas no replantio da floresta. Foi um trabalho árduo e com muita oposição, pois quando começou, a Floresta da Tijuca era ocupada por uma centena de pequenas e médias chácaras, que serviam de veraneio para a elite econômica do Império ou abrigavam decadentes plantações de café.

(Major Archer)

Depois do trabalho de replantio, o Barão d' Escragnolle (substituto do major Archer) empreendeu um trabalho de paisagismo, transformando a floresta em um belo parque para uso público, com áreas de lazer, fontes e lagos. 

Ao longo do tempo, as administrações apresentaram políticas de manejo da flora diferentes, algumas com ênfase à flora nativa, outras, dirigindo maior importância ao aspecto paisagístico, a começar pela introdução de plantas exóticas.

Em 1961, o Maciço da Tijuca - Paineiras, Corcovado, Tijuca, Gávea Pequena, Trapicheiro, Andaraí, Três Rios e Covanca - foi transformado em Parque Nacional, recebendo o nome de Parque Nacional do Rio de Janeiro, com 33 km². Seis anos depois, em 8 de fevereiro de 1967, seu nome foi definitivamente alterado para Parque Nacional da Tijuca e, em 4 de julho de 2004.



- O Bico do Papagaio tem este nome pelo seu formato pontudo. Primitivamente o local era chamado de Pedra Dente ou Dente dos Espíritos e era evitado pelos supersticiosos índios tupinambás, que acreditavam que dali emanavam maus fluidos.

- Diz-se que a trilha do Bico do Papagaio era mais frequentada que a do Pico da Tijuca até a construção da escadaria, em 1920. 




O clima é tropical atlântico e a média anual das temperaturas é de 23,8 °C. Por se tratar de uma cidade litorânea, o efeito da maritimidade é bastante perceptível, traduzindo-se em amplitudes térmicas relativamente baixas. A média anual das temperaturas médias máximas mensais é 27,3 ºC, e das médias mínimas mensais, 21 °C.

Os verões são marcados por dias quentes e úmidos, eventualmente suplantando a barreira dos 40 °C em pontos isolados, enquanto os invernos apresentam-se amenos e com regime de chuvas mais restrito, com mínimas raramente inferiores a 10 °C.




Todas as estações são boas para visitação ao Bico do Papagaio, porém deve-se tomar cuidado com o calor e as tempestades no verão.




Roupas leves, protetor solar, água e comidas frescas como frutas.




A entrada do Parque Nacional da Tijuca fica na Praça Afonso Viseu, Alto da Boa Vista – Tijuca. Existem algumas maneiras de se chegar até este local:
  • Metrô - É necessário usar o serviço de Integração Metrô-Ônibus. Pegue o metrô até a Estação Saens Peña, e de lá tomar o ônibus 345, 301 ou 302.
  • Ônibus - há duas principais opções:
  1. Saindo do Centro: Linha de ônibus 345 - Pegar o ônibus na Praça Mauá ou na Avenida Presidente Vargas e seguir em direção à Tijuca. O ônibus irá subir o Alto da Boa Vista. Descer na Praça Afonso Viseu;
  2. Saindo da Zona Sul: Tomar um ônibus até a Rodoviária Novo Rio e de lá pegar as linhas 301 ou 302. Descer na Praça Afonso Viseu.
Horário de Funcionamento da Floresta da Tijuca: Diariamente das 8:00h às 17:00h (18:00h no verão).

OBS.: no local existe amplo estacionamento.









A trilha começa na praça do Bom Retiro, que fica a 660 metros de altitude. O acesso é feito por uma trilha sinalizada e conservada de 5.5 km de extensão (ida e volta) em terreno acidentado e pouco íngreme, com grau de dificuldade médio. 


No caminho para a praça, existe uma raiz de árvore que lembrava um elefante com a tromba, orelha e dois olhos, muito interessante!!!

(raiz do elefante)

Hora de chegar na praça. O lugar tem um amplo espaço para estacionamento.

(praça do Bom Retiro)
O início da trilha que leva ao Pico da Tijuca é igual ao de outras trilhas do parque que levam ao Morro do Archer, Pico da Tijuca e Morro da Cocanha.

(placa indicativa no início da trilha)

Após alguns minutos de caminhada leve existe uma bifurcação. Caso exista alguma dúvida existe outra placa que mostra claramente o caminho a tomar para cada lugar. Seguimos pela esquerda rumo ao pico.

(placa indicativa na bifurcação)


mas depois da bifurcação para o Morro da Cocanha a trilha fica bem íngreme e vira uma escalaminhada, onde é necessário usar as mãos para segurar em raízes e pedras, até chegarmos ao cume.

Depois de cerca de 1:30 h de trilha, chegamos finalmente ao Bico do Papagaio, a placa indicativa não nos deixava mentir.

(placa indicativa do Bico do Papagaio)

No lugar existe um pequeno platô em volta da rocha que serve como um bom ponto para descansar, beber uma água e comer um pouco para repor as energias. Era hora de aproveitar o descanso e apreciar a vista de todo o Parque da Tijuca.



Dando um zoom no Morro do Sumaré, era possível ver a estátua do Cristo Redentor ao fundo.

(Cristo Redentor ao fundo)

Olhando um pouquinho mais para o lado e o ponto mais alto da Floresta da Tijuca, o Pico da Tijuca, estava do nosso lado.

(Pico da Tijuca à esquerda)

O dia estava tão bonito que até a Serra dos Órgãos era de fácil visualização, podendo-se ver alguns picos muito utilizados pelos escaladores.

(Serra dos Órgãos ao fundo)

Do mesmo ponto, também era possível ver o Setor C da Floresta da Tijuca com destaque para a Pedra da Gávea ao fundo.




Um "close" mais de perto para ver o "rosto do imperador".



Hora de tirar fotos com os amigos também.



Do lado deste pequeno platô existe um canto do lado da rocha que já era possível ver uma parte da Zona Oeste do Rio de Janeiro.



Subindo mais um pouquinho na pedra, chegamos em uma área com uma bela vista de toda a Zona Oeste.

(Zona Oeste do Rio de Janeiro)

Ao longe, no centro da foto, dava para ver todas as montanhas do Maciço da Pedra Branca que embelezava a cidade.

(Maciço da Pedra Branca ao fundo)

Sem contar com este litoral das praias da Barra, Reserva, Recreio, etc.




Eu diria algo do tipo: Wow!!!



Entre uma conversa fiada aqui e outra ali, o Pico da Tijuca continuava alegrando a paisagem.



Opa, hora da última foto do grupo neste magnífico lugar.



E com esta foto, acabo encerrando o post. Espero que tenham gostado!!!



Até o próximo post aventureiro! =)

Um comentário:

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